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"O que Bezerra Coelho fez, tem nome: Traição", dispara Jarbas.
13/09/2017 08:40

“Traição, desrespeito e sordidez” foram apenas alguns dos adjetivos utilizados pelo deputado Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), ao criticar nesta terça-feira (12), em discurso Câmara Federal,o ingresso do senador Fernando Bezerra Coelho (ex-PSB) no PMDB pelas mãos da direção nacional da legenda, sem dialogar com a cúpula do partido no Estado. A articulação do senador, segundo peemedebistas locais, visa a garantir-lhe o comando do partido no Estado e levá-lo para o bloco de oposição ao governador Paulo Câmara (PSB), a quem Jarbas já declarou apoio em 2018. Principal liderança do PMDB em Pernambuco, Jarbas justificou estar recorrendo à tribuna da Casa em defesa da sua própria história, para denunciar a “tentativa sórdida e desrespeitosa de calar sua voz”, e a “manobra ardilosa” do senador visando atingi-lo.

O ex-governador ocupou a tribuna da Câmara estimulado pelo presidente da Casa, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), cujo partido também alega ter sido “traído” por Bezerra Coelho, que vinha negociando a filiação de seu grupo político ao DEM e, de última hora, optou pelo PMDB. A fala de Jarbas também faz parte de uma estratégia “casada” de combate ao avanço de Bezerra Coelho sobre o comando da sigla no Estado, que incluiu duas notas públicas já divulgadas pela direção local do PMDB – uma delas nesta terça-feira (12) – e ainda uma reunião, prevista para esta quarta-feira (13) de representantes da cúpula estadual com a direção nacional do partido, para registrar o incômodo e a indignação com o processo de filiação do senador.

Conhecido por não usar meias palavras, Jarbas Vasconcelos relembrou sua trajetória política, desde a fundação do MDB, o combate à ditadura militar e a luta pela redemocratização. “O meu PMDB tem o DNA de homens como Ulysses Guimarães e Pedro Simon”, citou. O parlamentar falou ainda dos mandatos que exerceu, inclusive no Senado e no Governo do Estado, e dos seus 50 anos de vida pública. Em paralelo, desfiou um currículo de Bezerra Coelho com passagens por diversos partidos – de ideologias nem sempre semelhantes – que classificou como “adesismos de ocasião”.

Jarbas acusou ainda que os que hoje tentam “expulsá-lo” do PMDB de terem apoiado os governos do PT, que agora criticam. “Foram cúmplices nos malfeitos”, juntou. E lembrou que ao longo dos governos Lula e Dilma (do PT), manteve-se sempre na oposição, mesmo sofrendo retaliações, ao contrário dos Coelho, que aderiram, segundo ele, às duas gestões. “Mesmo na era petista, e apesar de eu ser minoria da minoria no meu partido, nunca tentaram tomar o PMDB de Pernambuco daqueles que estão há 50, 40 e 30 anos dentro do partido”, protestou Jarbas, citando, entre outros correligionários, o vice-governador Raul Henry, atual presidente estadual da sigla. “Não há improvisação no PMDB de Pernambuco. Há seriedade e transparência”, acrescentou.

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